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Minha coluna de sábado no Correio do Povo aumentou. Meu espaço no domingo irá mudar também. Com o uso de um smartphone ou de um tablet os leitores poderão ter acesso aos meus comentários e análises em formato de texto, áudio ou vídeo no +Domingo. Vai muito, muito tempo, troquei minha Remington pelo computador. Escrevia em laudas. Na Folha da Tarde havia um Aurelião para toda a redação. O dicionário era chamado de amansa-burro. Hoje os computadores vêm com corretor ortográfico. É amansa-burro internético. Estou acostumado a estas mudanças. O Correio do Povo nunca parou de mudar nestes seus mais de 100 anos. Sem perder a essência. Alguém já disse, e com 40 anos de casa eu confirmo, que este jornal nasceu com o propósito de servir o leitor, adotando, como orientação editorial a independência e o equilíbrio. O Correio do Povo é centenariamente moderno. O centro de Porto Alegre era muito diferente quando entrei, ainda meninote, nesta casa. Cursava o primeiro ano de jornalismo da PUC e não era obritarório o registro profissional para exercer a profissão. Não havia o prédio da Caixa em frente ao jornal nem o shopping Rua da Praia. Mas haviam vários cinemas. Ningém sequer sonhava com esta tal de Internet em tempos dos ensurdecedores Telex, sistema internacional de comunicações escritas que prevaleceu por anos. O fax já foi uma revolução. De posse de um fax cobri os Jogos Olímpico de Barcelona, em 1992. Quatro anos depois eu estava em Atlanta, já na era dos computadores. Houve falhas, nos sistemas e eles não funcionaram. Mais quatro anos e eu desembarcava em Sydney, na Austrália. Tudo funcionou, mas de lá para cá todos os sistemas de comunicação tiveram um avanço extraordinário. Hoje estamos na realidade dos smartphone ou de um tablet. Estamos no tempo da realidade aumentada, lançada recentemente pelo jornal e que permite uma interação entre o ambiente virtual e o real. Neste sábado eu sou real. No +Domingo serei virtual. Acrescento que também cobri os Jogos de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Uma pausa para falar sobre os Jogos que serão realizados no Rio de Janeiro. Antes da Olimpíada de Atenas, o então presidente da instituição, Juan Samaranch, ameaçou tirar o evento da cidade, tantos os problemas. Tudo se resolveu com o andar da carruagem. Os problemas que mais deveriam preocupar em relação aos Jogos do Rio não são estruturais. O Brasil está na carona de um escândalo monumental, o Lava-Jato. As mesmas construtoras envolvidas na roubalheira atuam nos Jogos do Rio. Retorno ao assunto principal. O assinante do Correio do Povo receberá a edição de domingo antecipadamente. A entrega ocorrerá em conjunto com a de sábado, portanto, hoje. Minha coluna muda o formato. Os mais antigos, nem tão antigos assim, devem lembrar que lá atrás minha coluna era menor, mas neste formado. Espero e torço para que o amigo leitor aprove a mudança. De minha parte, já aprovei.