Hiltor Mombach

Neuer, Hummels, Lahm... Müller, então, é da família.

Neuer, Hummels, Lahm...
Para quem mora em São Pedro da Serra, Barão, São Vendelino e arredores estes sobrenomes são conhecidos, da casa. Müller, então, é da família.
Com ou sem trema.Pois um Müller, Thomas Müller, desmontou com Portugal ontem.
Marcou três dos 4 a 0.
Disparou quatro chutes, um de penalidade, e guardou três.
Goleada impiedosa de um tricampeão mundial contra um eterno emergente.
Impiedosa e assustadora.
Porque a Alemanha tem tamanho na estatura e tradição.
Em média, é a seleção mais alta da Copa, 1,85m.
O zagueiro grandalhão Mats Hummels tirou proveito dos seus 1,92m e guardou um de cabeça.
Ah, e se o leitor é jurássico, como este colunista, esqueça o clichê de que a Alemanha joga um futebol burocrático, mecanizado.
Há anos que os alemães têm ginga, muita técnica e malandragem.
Por muito tempo se debaterá se Götze cavou a penalidade que originou o primeiro gol.
E até que ponto Müller colaborou na expulsão de Pepe.
Até agora Portugal está procurando o setor ofensivo alemão, que desnorteou o rival com seus deslocamentos.
A Alemanha estreou jogando o futebol total.
Desembarcou entre as favoritas ao caneco.
E confirmou logo na primeira partida.
Numa tarde onde tudo deu certo para a Alemanha, Portugal foi um festival de erros.
Emblemático o lance em que Nani e Coentrão se atrapalham.
A tarde era alemã em Salvador e muito distante dali.
Em Grenoble, na França, Michael Schumacher, ex-piloto de Fórmula 1, saiu do coma induzido durante os últimos seis meses, após um acidente de esqui e foi transferido para Lausanne, na Suíça.
A esperança de recuperação plena do piloto une alemães, portugueses, brasileiros, franceses...
No jogo em que o excelente Cristiano Ronaldo não foi protagista, mas coajuvante, vale a pergunta: será que ele anotou a placa do Viamão lotado que atropelou sua seleção?