Hiltor Mombach

Nitroglicerina

Roberto Teixeira Siegmann tem atuado entre várias frentes nos últimos tempo. Como vice-presidente de serviços especializados e assessor de futebol de Inter, onde foi ainda vice de futebol demitido pelo presidente do clube, Giovanni Luigi, e como diretor do Foro Trabalhista de Porto Alegre.
Suas declarações ou escritos são quase sempre nitroglicerina pura. Numa entrevista a Felipe Prestes e Milton Ribeiro do Sul21 disparou: “O futebol é uma máfia. Não tem nada mais parecido com a máfia do que o futebol. O futebol funciona, aqui e em nível internacional, em cima da troca de favores. Como a máfia funciona pela troca de favores.” Há quem fuja da máfia. Pelo jeito, Roberto Siegmann tentou enfrentá-la. Não deu nomes.
Em 6 de janeiro, Roberto Siegmann usou o Twitter para uma postagem que invadiu as redes sociais: “Enquete: é justo com os sócios algm ser vice de futebol de um clube e, sem ser permitido, retirar 30.000,00 por mês com notas frias?” Sem nomes, outra vez.
Sobre tal postagem, o juiz disse a este colunista o seguinte: “Não falei em nomes e nem no clube”. Obviamente ficaria mais fácil investigar tendo alguma pista. Sempre tão ácido com a imprensa, Siegmann comete aqui o pecado da generalização.
Um sábio provérbio diz que “há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.” Venho vasculhando vai tempo isto que surge como uma denúncia de Siegmann. Em vão. Alguém me assopra de que não estou sozinho. O MP também estaria interessado.