O Juventude não perde no berro.
Foi campeão da Copa do Brasil de 1999 contra o Botafogo num Maracanã com 101.581 pessoas.
Havia faturado o Gauchão de 1998 contra o Inter diante de 34.934 pagantes no Beira-Rio.
Não iria se assustar num Castelão com cerca de 70 mil fanáticos pelo Fortaleza.
Gasta R$ 9,6 milhões/ano com todo o seu futebol, inclusive escolinhas, já incluídos os impostos.
A folha do time principal, com a comissão técnica, não bate nos R$ 400 mil/mês.
Deve faturar entre R$ 8 e 9 milhões na próxima temporada somente com a cota de TV para transmissão dos seus jogos na B.
Dos 32 jogadores da equipe principal, 18 são da base.
O Juventude é o maior formador do RS depois de Inter e Grêmio.
Cinco dos titulares durante a campanha que levou a equipe para o Brasileiro da Série B são da base.
O Juventude investe muito em jovens nascidos no Rio Grande do Sul.
Autor de defesas espetaculares contra o Fortaleza, o goleiro Elias é de Vacaria; Vidal nasceu em Não Me Toque; Caprini em Caxias; Klaus em Dois Irmãos e Vacaria em Vacaria por supuesto.
O Juventude estava na Série C, mas jamais foi de C.
Seu lugar é na B, no mínimo. Com chance de beliscar a A.
