Hiltor Mombach

No Gigante, gigante é o Inter

Tem Galo no efervescente caldeirão do Beira-Rio neste sábado.
Não é no Horto, onde quem cai está morto.
É no Gigante onde gigante é o Inter.
Não sempre, quase.
Diria, cometendo uma verdade exagerada, que o adversário do Inter vem sendo o próprio Inter, de uma irritante irregularidade, que torna o time infonfiável.
Mas os colorados seguem confiando, tanto que o estádio certamente estará lotado.
Não se pede mais que os jogadores do Inter joguem um futebol de tirar o chapéu, coisa que fizeram em raros jogos no campeonato, mas que se empenhem, se esbagacem, honrem a camiseta e justifiquem o polpudo salário.
Feito isto, meio caminho estará andado.
O fator local quase sempre é forte aliado do Internacional.
Em casa, a equipe ganhou 13 partidas e perdeu quatro neste Brasileiro.
Ainda não empatou.
Três derrotas foram contra equipes que frequentam o G-4: Cruzeiro, São Paulo e Corinthians.
O Galo está no G-4.
O Cruzeiro será campeão do Brasileiro tendo perdido para o Galo duas vezes.
O Galo deverá ser campeão da Copa do Brasil pois bateu o Cruzeiro por 2 a 0 no primeiro jogo.
O Cruzeiro é mais regular, o Galo mais impetuoso.
Perigoso sempre, mesmo se usar alguns reservas.