Hiltor Mombach

No quintal de gigantes

O Aimoré retornou à elite do Gauchão em 2013 depois de 19 anos. Ontem, foi novamente rebaixado.
Ao final do empate sem gol contra o São Paulo de Rio Grande o presidente do clube, André Luiz Schu, desabafou:
“Agora vamos correr atrás de R$ 200, 300, 400 mil para pagar os jogadores. Não temos 250 sócios em dia em São Leopoldo, mas na cidade tem dois mil sócios do Inter e dois mil do Grêmio”.
Antes, o ex-presidente Felipe Becker já havia feito queixa parecia:
“O Aimoré tem que se estruturar como clube.
A comunidade nunca apoiou.
Tu vai numa reunião tem oito pessoas.”
Felipe Becker em 2013:
“Um de nossos objetivos é transformar o Aimoré em um segundo time de todos. Porque aqui em São Leopoldo, todos torcem primeiro para o time da Capital.
Eu mesmo sou conselheiro do Internacional.”
São José, Cruzeiro, Aimoré e Novo Hamburgo estavam entre as cinco equipes como pior média de público até a 8ª rodada.
O quadro não deve ter mudado: São José, 533 pagantes; Aimoré, 357; Lajeadense, 227; Novo Hamburgo, 140 e Cruzeiro, 77.
É difícil, quase impossível, sobreviver no quintal dos gigantes Grêmio e Internacional, Internacional e Grêmio.