Hiltor Mombach

Noia x Grêmio no...Beira-Rio

O Novo Hamburgo tem a melhor pontuação acumulada do Gauchão, 29 pontos, 73,4% de aproveitamento.
Está por conquistar o título de campeão do Interior.

Enfrentando 50 causas trabalhistas e 40 cíveis, tendo que renovar com todos os jogadores para disputar a Série D do Brasileiro, o Noia vê a semifinal contra o Grêmio como a grande oportunidade de faturar algum dinheiro e manter as portas abertas.
“Choro de torcedor não me comove mais”.
A afirmação é do comandante do futebol de Noia, Everton Cury.
Frustrado com a média de 1.109 pagantes e com o estádio do Vale quase vazio no sábado, quando o time decidiu a vaga para as semifinais contra o Zequinha, Cury quer levar o segundo jogo contra o Grêmio para o Beira-Rio.

A aposta é que se vencer, empatar ou perder por escore mínimo o primeiro o jogo, arrastará uma multidão de gremistas para o Beira-Rio no segundo, com renda acima de R$ 1 milhão.
No jogo que definiu a liderança, contra o VEC, a renda líquida foi de R$ 5 mil.

Dez oceanos separam o confronto das folhas: Grêmio, cerca de R$ 9 milhões/mês x Noia, R$ 145 mil/mês.
O Noia quer vender a pequena vantagem de ser mandante no segundo jogo. Não importa que o comprador seja o inimigo, o torcedor do Grêmio.


Não é possível se comparar aqui o acontecido com Inter x Zequinha, jogo válido pela 10ª rodada.
Aquele jogo era classificatório e o Passo D’Areia estava interditado por motivo de segurança.
O confronto foi marcado para o estádio do Vale, em Novo Hamburgo.
Mas também aqui o interesse financeiro ficou em primeiro plano.