Hiltor Mombach

Nostalgia

O domingo será nostálgico, de comoção até.
Chegou a hora de dizer adeus ao Olímpico.
Não enveredarei pelo caminho de quem perde, mas do que se ganha.
O Grêmio transformou-se num gigante mundial ao deixar a Baixada.
Vislumbra-se um futuro ainda mais promissor na majestosa Arena.
Nesta data tão especial recupero trecho de uma revista especial sobre a história do Grêmio e que leva o título de “vinha de longe a ideia”.
“Os primeiros passos, no sentido de dar-se ao Grêmio um novo estádio, foram iniciados por antigos gremistas.
A princípio a ideia era de que o estádio fosse construído na área existente onde se encontra hoje o ex-cine Castelo. Mas houve vozes discordantes...
Também, de uma feita, foi iniciado movimento no sentido de transferir-se o Grêmio para um campo localizado em ponto por onde hoje passa a avenida Farrapos...Também esta ideia não vingou.No dia 16 de setembro (1940), no salão nobre da prefeitura municipal, na gestão do dr. José Loureiro da Silva, era firmado solenemente o primeiro compromisso oficial para a troca do terreno da Baixada por outro localizado na avenida Carlos Barbosa.”
Vinha de longe a ideia do Grêmio ter um novo estádio.
Hoje, o torcedor se despede do Olímpico e já na próxima semana estará na Arena.
Começa um novo capítulo na história da instituição.
Hoje, especialmente hoje, fundem-se passado, presente e futuro.