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Quando termina o futebol, começam as especulações. É a melhor época para o plantio de informações. Os empresários de jogadores são mestres neste tipo de plantação. Vejam o caso de Zelarayán, do Belgrano. De um dia para o outro passou a ser o jogador mais disputado do planeta. Diga-me o teu empresário que eu te direi o tamanho da tua fama. Com os jogadores em férias, entram em cena também os dirigentes. Tempos natalinos são sempre tempos de frases fortes. O superintendente de futebol do clube, Andrés Sanchez, cometeu uma frase bombástica: “Vamos para o Paraguai um dia antes do sorteio para conversar. Se não aumentar as cotas, a gente não vai disputar a Libertadores. Não tem problema nenhum para nós. O Corinthians fica tranquilo se não disputar a Libertadores. Eles não estão preocupados com times brasileiros.” Talvez Andrés Sanchez tenha a informação de que a Conmebol vai aumentar as cotas. Adoraria ver a Conmebol não aumentar para saber se a frase de Andrés Sanchez é bravata ou não. Imagine a seguinte situação: a Conmebol não aumenta as cotas, o Corinthians cumpre com a palavra empenhada pelo seu dirigente, entregando a vaga de bandeja para o desafeto Internacional!
A informação é antiga. O uruguaio Wilmar Valdez, que assumiu o presidência da Conmebol após a renúncia do paraguaio Juan Ángel Napout, preso na Suíça acusado de corrupção, pretende rever os contratos. Ele quer um novo acordo de direito de transmissão televisivo da Libertadores, que promete cotas maiores aos clubes.
A reclamação procede. Os clubes pagam cerca de 10 mil dólares em espécie ao quarteto de arbitragem do torneio a cada partida, há a cobrança de 10% da renda feita pela Conmebol e a necessidade de voos fretados em jogos no exterior. Só de um jogo do Inter pela Libertadores/2015 no Beira-Rio a Conmebol levou quase R$ 200 mil.