Minha nova teoria conspiratória é de deixar desmiolado de cabelo em pé. Ninguém consciente vai ousar me retrucar pois não há réplica que entre na cachola de um insano. Estou vendo chifre em cabeça de cavalo. Por uma incrível coincidência, o Corinthians vai encarar o 15º, 17º, 18º, 19º e 20º colocados nos seus últimos oito jogos do Brasileirão. Da turma do rodapé, só um grande, o Atlético-MG, que não é mais bicho-papão há anos. Os outros são Ceará, Atlético-PR, Avaí e América-MG. Pega ainda o Figueirense, clube modesto, Inter e Palmeiras.
A tabela sorri para o Corinthians como quem se oferece. O cavalo passa encilhado quando o funil aperta. Se vai montar, não sei. Em tese, que em futebol tudo é tese, duas pedreiras, Inter e Palmeiras, esta última dinamitada por sucessivas crises.
Que tabela amiga! Nem se o Corinthians escolhesse a dedo os rivais da reta final faria melhor. É mamão com açúcar. Sei, é possível se engasgar com mamão com açúcar. Vou permitir uma réplica, desde que minha, para poder contestá-la: o Inter também foi favorecido porque encara quatro rivais diretos na briga pelo título e vaga na Libertadores: Corinthians, Fluminense, Botafogo e Flamengo. Perguntem para o Tite se ele gostaria de encarar rivais diretos neste momento? Obviamente que não. Vou me permitir uma segunda réplica: ninguém poderia prever em que posições os times estariam restando oito rodadas. É verdade. Como é verdade que é melhor cruzar com Ceará, Atlético-PR, Avaí, Figueirense e América-MG do que com times tradicionais como Fluminense, Flamengo, São Paulo e Santos estejam na posição que estiverem.
