Hiltor Mombach

Novo contrato

A televisão paga hoje aos clubes a primeira parcela pelo novo contrato. Não há mais a intermediação do Clube dos 13. Lembrando que em 2011 houve uma rebelião de alguns clubes, que romperam com o C13, optando por acordo direto com a TV. Quem não rompeu por bem, rompeu pressionado.
Mudaram as regras. Antes, quem estivesse com dificuldade financeira batia à porta de Fábio Koff, que dava um jeito. Agora, há uma verba específica para adiantamento (seria de R$ 100 milhões), distribuída para quem chegar primeiro. Há quem já tenha adiantado R$ 40 milhões. Com o pires na mão, algumas instituições estão sofrendo um princípio de rebelião de jogadores por conta dos salários atrasados. Mas, mesmo endividadas até o pescoço e sem mais nada a adiantar, seguem promovendo loucuras, bancando folhas salariais que ultrapassam os R$ 10 milhões.
Enquanto isto, Koff trata de encerrar a conta no BIC. Pedalou até março e o C-13 vai ficar devendo. Perguntei a alguém que conhece o assunto qual o valor que será pago em 2012 para Grêmio e Inter. Joguei verde, R$ 60 milhões, para colher maduro: “Menos, bem menos”. Baixei para R$ 50 milhões: “Menos, bem menos”. Busquei em outra fonte mais informações: “Inter e Grêmio devem receber cerca de R$ 35 milhões/ano, com desconto da verba antecipada”. Neste caso, deve pingar hoje algo em torno de R$ 2,5 milhões. Mas o pay-per-view pode puxar estes valores para cima. Inter e Grêmio recebiam R$ 23 milhões pelo contrato anterior. O C-13 teria negociado valores superiores. Bem superiores.