Nunca antes a frase errar é humano tornou uma Copa do Mundo tão humana.
Erraram todos, até o VAR.
A Copa trocou o futebol que numa época se insinuou robotizado por partidas dramaticamente humanas.
Vimos goleiros falhando como humanos, prostrados como humanos e chorando como humanos.
Tivemos recorde de gols contra, pois errar é humano.
Vimos a política invadindo o futebol (Rússia e Ucrânia mantêm péssima relação diplomática desde a anexação da Crimeia, território ucraniano, pelo governo de Moscou) sem que a presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovicperdesse a humanidade.
Com uma postura de exemplar espírito esportivo ela foi abraçar os jogadores e técnico franceses como se fossem seus compatriotas.
Nunca se chorou tanto numa Copa.
Choraram brasileiros, alemães, japoneses, belgas...
O choro invadiu as arquibancadas.
Choraram todos, movidos por alegria ou tristeza.
Chorar não apenas é humano como nos torna mais humanos.
Já estou com saudades da Copa.
Desta Copa tão humana.
