Não sei se foi Nelson Rodrigues a cometer a frase de que o futebol é o ópio do povo. Sei que o futebol monopoliza a atenção de bilhões de pessoas e muitas vezes já foi utilizado por governos. Nos anos de chumbo surgiu a estratégia do “onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional.”
Leio que o governo federal pressiona pelo o retorno do futebol.
O Brasileiro deveria ter começado no último final de semana.
Há muitos interesses em jogo.
O retorno do futebol dividiria o foco dos noticiários, hoje concentrado no coronavírus e nas peripécias do presidente Jair Bolsonaro.
Começa a pipocar com mais intensidade a palavra impeachment.
As autoridades sanitárias darão a palavra final, dirão quando do retorno da bola aos gramados e como.
Com a torcida de máscara, sem máscara, quantos metros de isolamento...
Certamente irão consultar os preparadores físicos pois não é apenas dizer a palavra mágica que o futebol está de volta que fará os jogadores estarem prontos para correr 90 minutos.
Só o futebol, o ópio do povo, seria manobra diversionista capaz de desviar ou dividir a atenção do fogo que arde em Brasília.
O ópio do povo
O futebol monopoliza a atenção de bilhões de pessoas e muitas vezes já foi utilizado por governos
