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Dirão que estou comparando um ônibus a um Boeing. Não estou. Não se trata aqui de uma comparação, mas de tão-somente de uma remembrança. A remembrança sugere uma comparação, mas não é. Dito isto, vamos aos fatos. O STJD julgou improcedente o pedido de impugnação do jogo Inter 2 x 1 Palmeiras e descartou influência externa para determinar a decisão da equipe de arbitragem em anular o gol de Hernán Barcos, em lance com a mão. Está mantida a vitória colorada.Acho, um pouco praticando achômetro e muito por intuição, que a insurreição da imprensa, que tratou como um descalabro a simples hipótese de remarcação do jogo, ajudou na decisão. Não é sobre isto que vou escrever, mas sobre a frase do procurador geral do STJD, Paulo Schmitt: “O máximo que o Palmeiras deveria ter pedido era a validação do gol, e não sua anulação. Esse pedido é um absurdo, se isso acontecer tem que pegar o boné e ir embora. Se essa partida for remarcada, quem vai apitar? Vai ser portão fechado? Porque vai dar morte. Anular uma partida é um absurdo”. Ali está: “Anular uma partida é um absurdo”. Se anular um jogo é um absurdo, o que dizer de 11? Na manhã dominical de 2 de outubro de 2005 foram anulados 11 partidas do Brasileiro em decisão anunciada por Luiz Zveiter, então presidente do STJD. Neste dia o Inter, então líder, virou vice e o Corinthians, então vice, virou líder.