Meu querido amigo João Derly, que acompanhei por este mundão afora em lutas históricas, pendurou o quimono. Despede-se o maior judoca que este país já viu.
Deixa o judô como bicampeão mundial. Perder, só perdeu para ele mesmo: “Acho que o meu corpo estava me dizendo que estava chegando a hora de parar. Às vezes, nós temos que ouvir o nosso corpo e não adianta tentar passar por cima dele. Não tenho mais idade para isso. Comecei a ter lesões mais sérias, então acho que isto era um aviso.”
Derly: “Quero ser lembrado como uma pessoa agradável, cativante... Esta é a minha grande vitória”. Se este é o próximo objetivo, já está conquistado. Derly tem a virtude da humildade. Foi um gigante do esporte que nunca esqueceu os seus.
Leio que Derly começou a praticar judô por indicação médica aos 6 anos no Colégio Rio Branco, onde estudava. Desde a primeira aula, teve como técnico Antônio Carlos Pereira, o querido amigo Kiko.
