Uma das principais obras de ficção portenha dá conta da superioridade de Maradona em relação a Pelé.
Não haveria glória comparar Maradona a Messi, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho e outros craques.
Durante intermináveis anos los hermanos insistem nesta pilhéria por pura provocação.
Se há uma verdade verdadeira, incontestável é esta: o ser humano só aceita ser comparado a quem está acima.
O amigo jamais encontrará um brasileiro que compare Pelé a Maradona.
Porque o brasileiro percebe o disparate.
Tamanho abismo foi escancarado em vida e, agora, na morte, com Pelé reverenciado no mundo inteiro como o único e solitário rei do futebol.
Eis que se dá o inimaginável: a morte de Pelé, a procissão fúnebre, encerra a pilhéria portenha. Há uma comoção jamais vista varrendo o mundo.
No Olimpo do futebol, Pelé é Zeus. É a ele que todos os demais prestam reverência.
Ontem, hoje e sempre, toda vez que alguém marcar um golaço ou der um drible genial ecoará nos estádios “que jogada de Pelé”. É o rei eternizado. Pelé só se assemelha a ele mesmo. É a Pelé que os craques querem se igualar. Como se fosse possível.
O amigo jamais encontrará um brasileiro que compare Pelé a Maradona
Tamanho abismo foi escancarado em vida e, agora, na morte, com Pelé reverenciado no mundo inteiro como o único e solitário rei do futebol.
