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O amigo leitor deve estar apavorado. Como eu. É aumento para todos os lados. O preço da batata está concorrendo com o do ouro. O aumento da luz nos dá a certeza de que não há luz no final do túnel e, se há, é de um trem em sentido contrário. Enquanto isto o escândalo do Lava-Jato está comendo solto. Comendo o nosso salário, é claro. Vamos pagar a conta desta roubalheira. Uma vergonha! Tramita na Cãmara um projeto de renegociação das dívidas dos clubes de futebol com o governo federal. O valor atual estimado da dívida é de R$ 3,7 bilhões. Conhecido como Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos, o Proforte é isto mesmo, pró-fortes. Para nós, os fracos, é reajuste e reajuste. Nesta crise braba, os clubes deveriam ser o primeiros a pagar suas contas. Com juros e correção. Afinal, ali o dinheiro jorra. Nas duas vias, entrada e saída. No seu, no meu bolso, pinga. De Émerson Gonçalves, no blogue Olhar Crônico Esportivo:“Repararam que as salvações sonhadas por esses dirigentes não passam em momento algum por seus próprios clubes, por trabalhos pensados, planejados, executados com rigor, pela adequação à realidade econômico-financeira de cada cidade, estado e do país? Em suma, querem salvação, sim, mas não querem trabalhar para isso. A salvação tem que cair do céu, como o maná bíblico, uma dádiva divina. E sem esforço por merecê-la.”