O BNDES só libera grana com garantias. Este o X da questão.
Jefferson: "Hiltor, o que o ministro quis dizer é que se o Inter precisar de financiamento do BNDES irá conseguir... A maioria dos estádios da copa vão ter o financiamento, a Arena OAS vai receber isenção fiscal, então acho mais do que justo que o BNDES ajude Porto Alegre e seu estádio aprovado..."
Amigo Jefferson. O ministro não libera financiamento.
A Arena vai sair com garantias da OAS.
O BNDES só libera grana com garantias. Este o X da questão.
Em razão das novas exigências da FIFA, o Inter está buscando um banco que sirva como agente repassador do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômicos e Social) para conseguir a garantia financeira solicitada. Isso porque o BNDES não faz financiamentos a clubes de futebol, apenas a empresas.
O Banrisul deverá ser escolhido como banco repassador.
O Banrisul solicita a verba e fica com o risco.
O Inter contaria hoje com cerca de R$ 70 milhões contando com a verba da venda dos Eucaliptos e de quase 40 suítes.
As reformas devem custar cerca de R$ 155 milhões.
Hoje o clube teria que buscar cerca de R$ 80 milhões junto ao banco repassador. Isto se o valor ficar fixado nos R$ 155 milhões. Pode haver diferença de valores.
Segundo Piffero, o valor inicial do custo total das obras foi redefinido para R$ 155 milhões. O dirigente fez questão de explicar as diferenças de valores que têm sido divulgados pela imprensa, com base na previsão do LOC (Comitê Organizador Local) da FIFA no Brasil, de 200 milhões de reais.
De acordo com o presidente do Internacional, esse valor a mais diz respeito à exigência da FIFA de ter a garantia financeira de um banco ou de uma construtora que assuma os riscos de possíveis aumentos do custo da obra e do cumprimento do prazo. Para ter essa garantia, o Internacional precisaria pagar à empresa o chamado BDI (Benefícios e Despesas Indiretas), que representaria em torno de 30% do valor das obras – os R$ 200 milhões estimados pelo LOC.
