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A Caixa anunciou o patrocínio, no valor de R$ 83 milhões, a dez clubes brasileiros. O Corinthians negocia a renovação. Serão mais de R$ 100 milhões para clubes de futebol. “Somos a pátria de chuteiras, como disse Nelson Rodrigues. A Caixa está marcando um gol de placa”, comemorou a presidente Dilma. As torneiras que o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy mandou fechar para o futebol estão mais abertas do que nunca. As contratações são diretas, com inexigibilidade. Exige-se padrinho? Com faturamento batendo nos R$ 400 milhões o Corinthians deverá abocanhar R$ 30 milhões da Caixa. Ninguém questiona o retorno do investimento em futebol. A pergunta que deve ser feita é outra: isto é prioridade num Brasil de descalços? Cortar os gastos com o futebol serviria como um gesto simbólico da real preocupação do governo federal com as finanças nacionais. O clubes devem R$ 4 bilhões para a União pelo não pagamento de impostos. Pelo Profut, terão 20 anos para quitar os débitos. O Inter teve uma redução de R$ 63 milhões no endividamento. Em alguns clubes patrocinados o dinheiro irá para o bolso de jogadores nababos, cujo soldo afronta o paupérrimo e ultrajante vencimento de um assalariado.
A dupla Gre-Nal não poderia reivindicar patrocínio da Caixa porque renovou o seu contrato com o Banrisul na metade do ano passado por quatro temporadas. Cada um receberá cerca de R$ 13 milhões/ano. Os valores dos clubes patrocinados pela Caixa foram publicados pelo Diário Oficial. Dilma festejou a entrada de Cruzeiro e Galo