Hiltor Mombach

O capote eleitoral, parte I

Romildo Bolzan Jr. foi reeleito presidente do Grêmio com 85,3% dos votos num pleito que não entusiasmou o sócio. Alguns fatores ajudam a explica o capote.
Em clubes de futebol, quase sempre os resultados do futebol são decisivos em eleição.
A obra completa da gestão Romido no quesito futebol: Brasileiro de 2015, 3º colocado com 60,9% de aproveitamento; Copa do Brasil 2015, caiu nas quartas com 61,1%; Gauchão 2016, caiu na semifinal com 72,9%; Primeira Liga 2016, caiu na 1ª fase com 55,5%; Libertadores 2016, caiu nas oitavas com 45,5%; Brasileiro de 2016, está em 8º com 48% e Copa do Brasil de 2016, finalista contra o Atlético Mineiro.
Ter colocado o time numa final de um campeonato nacional depois de 15 anos decidiu a eleição. Há 20 anos o Grêmio não decidia um campeonato nacional na sua Arena. Não estou contando aqui o Brasileiro da Série B obtido em 2005.
Romildo foi reeleito sem ter título, sem ter comprado a gestão da Arena e sem o apoio de Fábio Koff.
Romido foi o cavalo do comissário Romildo.
Mas para uma vitória tão acachapante ele contou com a tibieza das oposições, que foram para o pleito desunidas e com discursos diferentes.
Enquanto Romido vendeu bem a ideia de que está tudo bem, as oposições não venderam nada.