Por Juca Kfouri
O Inter segue em sua busca de retornar à Série A pela via judicial, em tribunal esportivo internacional, na Suíça.
Direito dele, embora seja triste ver o clube com a tradição do Colorado buscar numa questão menor a saída para sua incompetência técnica que o derrubou em campo.
Sim, a questão é menor, embora a CBF acuse o clube gaúcho de falsificação de documentos.
Que o Inter não merece voltar à Série A pelo tapetão é evidente.
Mas a questão da falsificação, esta não é menor.
Aí o Inter está repleto de razão.
Porque o departamento de registros da CBF é daqueles que você não entrega seu cachorro para dar uma voltinha.
E o de TI, Tecnologia da Informação, idem.
De responsabilidade do mesmo diretor que já servia ao Marco Polo que não viaja na FPF, a área está sob suspeita até de espionagem, o que não surpreende porque, em São Paulo, o da federação serviu para espionar uma namorada do cartola, o que levou o não viajante a ser conduzido coercitivamente para se explicar na Polícia Federal, um vexame que deveria desqualificá-lo para sempre.
Mas estamos no Brasil…
Tudo indica que há mesmo erros na transferência do jogador Victor Ramos, do Vitória.
Não para derrubar o clube baiano e subir o gaúcho.
Mas para mostrar o antro que é a CBF.
Parece complicado separar a questão meramente esportiva da burocrática.
Não é.
Uma coisa é dizer que o Vitória conquistou sua vaga em campo e o Inter a perdeu também em campo.
Outra é mostrar a incompetência, e a indecência, da CBF.
Em tempo: o Inter votou no não-viajante....
