Até na jogada mais trivial Suárez emplaca uma jamanta de vontade, de personalidade, da mais genuína invenção e isto, amigos, o diferencia dos demais.
Ontem, desfilou novamente no gramado da Arena sua imensa e consagradíssima qualidade técnica.
Sustentado por uma perna só, com um joelho baleado, vitimado por uma artrose, Suárez fez valer a máxima de que alguns jogadores são melhores do que outros jogando com uma perna só.
Chumbado ao gramado em alguns momentos pelas dores, Suárez promoveu dois sentimentos distintos no torcedor: dó pelo sofrimento físico e orgulho por ver fidelidade tão escancarada ao escudo.
Deixou o gramado aos 36 minutos ovacionado.
O jogo?
Ah, ia esquecendo!
Jogos acontecem dia sim, dia não e Suárez é um cometa, como Halley.
Quem viu, viu!
O América-MG largou melhor, marcou um gol e deu trabalho até os 35 minutos iniciais quando teve um expulso.
O Grêmio empatou ainda no primeiro tempo, sufocou no segundo e virou: 3 a 1.
Com uma perna só, Suárez guardou o seu, deixou a sua marca.
Grêmio no G-4.
Melhor do que a encomenda.
Grêmio: Brenno; João Pedro (Natã), G. Martins, Bruno Alves e Reinaldo; Mila (Vina), Villasanti e Cristaldo (Nathan Fernandes); Bitello, Luis Suárez (André Henrique) e Cuiabano (Nathan). Técnico: Renato Gaúcho
América-MG: Cavichioli; Marcinho (Mateus Henrique), Maidana, Éder e Danilo Avelar (Marlon); Lucas Kal, Juninho, Breno (Alê) e Martínez; Everaldo (Wanderson) e Aloísio (Renato Marques). Técnico: Vagner Mancini
O cometa Suárez
Sustentado por uma perna só, com um joelho baleado, vitimado por uma artrose, Suárez fez valer a máxima de que alguns jogadores são melhores do que outros jogando com uma perna só
