Siga o Correio do Povo no Google!E fique um passo à frente das principais notícias.
O São Paulo é o mais alemão dos clubes brasileiros. Quase sempre está nas cabeças em campo, como agora na Sul-Americana. O Corinthians é o mais brasileiro dos clubes do Brasil. Quase sempre está nas cabeças fora de campo. Em 2007 o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, renunciou ao cargo por conta das acusações por lavagem de dinheiro. Na saída, disse que o título brasileiro conquistado em 2005 havia sido roubado e que deveria ter ficado com o Internacional. Disse o que todo o Brasil sabia: “Ganhou, mas olha se não tivesse aquela m....daquela anulação de 11 jogos nós estávamos fora. Porque campeão de fato e de direito seria o Internacional. Porque nos últimos cinco jogos nós tínhamos 14 pontos na frente e chegamos, entendeu, um ponto só, roubado, roubado.” Não vai muito uma reportagem de Maria Luíza Filgueiras e Thiago Bronzatto publicada na revista Exame e que levou o título de “a saga de Itaquera” registrou: “Mas em nenhum caso o bom senso financeiro e o interesse público foram atropelados de forma tão clara para beneficiar diretamente uma entidade privada — no caso, o Corinthians, que ganhou de presente um estádio bancado pelo Erário. É verdade, o clube tem uma dívida de 750 milhões de reais. Mas, como se verá adiante, dificilmente terá como pagá-la.” O Corinthians tem cheiro. E não é só de futebol. O mais brasileiro dos clubes do Brasil tem regalias, obviamente. Seu jogador é consultado para saber se cometeu ou não uma irregularidade, no caso aqui uma penalidade. Aconteceu domingo contra o Grêmio com o lateral Fábio Santos. Incrível! Inédito! Inacreditável! No Corinthians, réu vira seu próprio defensor. O mais brasileiros dos clubes do Brasil debocha, como debocham os políticos, os envolvidos em escândalos. Ontem, o Corinthians foi absolvido no caso Petros. Nem os micuins duvidavam da absolvição. Muito menos os quero-queros. O advogado corintiano João Zanforlin cometeu a seguinte pérola: “Estamos presenciando um milagre aqui. Grêmio e Internacional estão unidos pela primeira vez.” Contra os que estão unidos ao Corinthians não há outra união que faça frente. Um argentino, D’Alessandro, definiu bem o caso: “A resolução saiu, não vou falar do Corinthians. O Inter tem um histórico negativo em termos de decisões fora do campo.” O Corinthians é a cara deste Brasil.