Siga o Correio do Povo no Google!E fique um passo à frente das principais notícias.
O debate, necessário, começou com uma publicação na coluna e replicada no blogue onde mereceu comentários. Que juntei aqui. Escrevi após a 9ª rodada do Brasileiro não haver desculpa (frio, horário e dia) que justifique Inter e Grêmio estarem tão abaixo de Corinthians e Palmeiras no quesito média de público pagante. O Corinthians e Palmeiras tinham média superior a 30 mil, os dois com de ocupação de 70%. O Inter, líder por pontos, batia nos 18.109 e o Grêmio, que beliscava a liderança, 14.146. O primeiro retruque veio com o colecionador e escritor Ricardo Luis Bestetti , autor do livro "O Internacional nas Competições Sul-Americanas". Justificava tal diferença pelas populações: "Veja que segundo o IBGE, a capital paulista tem 11.320.000 habitantes e Porto Alegre tem 1.409.000 habitantes." Não via discrepância em a média de público do Corinthians e Palmeiras ser quase o dobro de público nos estádios em relação à dupla Gre-Nal. Lembrei Bestetti, via blogue, que Dortmund tem 581 mil habitantes segundo o Google e que o Borussia Dortmund teve média de público de 80.426 na na temporada 2014/15. Obviamente registrei que a Alemanha é rica e o Brasil não é, que o Brasil atravessa uma crise etcétera, mas que isto não justificava o Borussia ter quase seis vezes a mais a média atual do Grêmio. Afinal, fomos o país do futebol até pouco tempo. Vitor Domingues Hausen entrou no debate direto da Alemanha: "Dortmund fica na regiao mais populosa da Alemanha e quinta maior aglomeração urbana da Europa, a chamada Ruhrgebiet, onde existe uma populacão de 5,1 milhoes de habitantes. Gelsenkirchen (Schalke 04), Duisburg, Essen e Hagen estão também localizadas nessa megalopole. Colonia, Leverkussen e Dusseldorf embora nao facam parte, não se encontram muito distantes também." A polêmica prosseguiu com Dyeisson Pimentel: " Esta de população não influencia. Porto alegre tem hoje a sétima maior aglomeração urbana da América Latina com quase 4,5 milhões de habitantes, isso sem levar em conta que grande parte dos torcedores vem de vans e ônibus que partem lotados do interior, litoral e serra... Lisboa tem 550 mil habitantes, um terço da população de Porto Alegre e dois grandes clubes o Benfica e o Sporting. Na temporada 2015/2016 o Benfica teve média de 47.395 torcedores por jogo e taxa de ocupação de 73%. O Sporting teve média de 39.070 torcedores por jogo e taxa de ocupação de 78%. A cidade do Porto tem população de 250 mil habitantes e o clube do Porto tem média de público de 32.263 torcedores por jogo e taxa de ocupação de 64%." Dyeisson Pimentel acrescenta um dado importantíssimo: "Hoje moro em Torres e o último jogo que fui foi Grêmio x Coritiba, num domingo às 11h da manhã. Público: 46 mil torcedores (pelo Brasileiro de 2015) . Agora os problemas: ingresso R$ 90,00 eu esposa e filha = R$ 270,00; estacionamento, R$ 30,00. São R$ 300,00. Mais lanche e combustível a quase R$ 4,00 o litro. Mas além de todos estes valores, fora da realidade, levamos 2 horas para sair do estacionamento com o sol da uma da tarde de um domingo muito quente." Soma aqui, diminui ali, fico sigo com a opinião de que é um absurdo dois times que, juntos, têm mais de 150 mil sócios, deterem médias de público e de ocupação de estádios até aqui tão baixas. Frio? Na terça-feira gelada de São Paulo o Palmeiras levou mais de 27 mil pagantes para assistir ao jogo contra um dos lanternas, o América de Minas. Em tempo: em média, o ingresso custa mais caro para ver Palmeiras e Corinthians. Ainda: em 1975 o Inter teve a melhor média do Brasileiro: 51. 962. Repetiu a dose em 1979 com 46. 491. O Grêmio teve a melhor média em 2006: 25.630. Sete dos 13 campeões do Brasileiro na era dos pontos corridos foram também os que apresentaram a melhor média de público. Uma coisa leva a outra: boa campanha atrai torcedor.