Hiltor Mombach

O departamento de futebol e a vergonha na cara

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O departamento de futebol e a vergonha na cara


O Grêmio jogou no lixo o primeiro semestre de 2011. Agora, trata de jogar fora o segundo.
A teimosia é boa quando temos a certeza de que ela levará a um horizonte de conquistas, mas quando este horizonte não existe, a teimosia é burra e prejudicial.
No ano passado, Duda Kroeff abraçou-se ao Assessor de Futebol, Luiz Onofre Meira, e mesmo vendo o barco afundar, não teve a coragem de mudar, ao ponto de vários grupos políticos reunirem-se com o Presidente e pedirem a troca no futebol.
Quando o ano estava sem perspectivas, Duda Kroeff trocou e o novo dirigente foi parte importante para que o grupo de jogadores desse uma guinada e colocasse o Grêmio na Libertadores da América.
Então veio o ano de 2011 e a atual gestão fez de tudo para tirar o Clube da Taça Libertadores, pois não fez força alguma para contratar jogadores no intuito de qualificar o plantel para a disputa de tão importante campeonato.
Vicente Martins vem dando provas inequívocas de que não consegue dar o algo mais que o grupo precisa, mas é o eterno membro do Conselho de Administração. Tinha o auxílio de dois assistentes no futebol e agora, chegou um terceiro, mas mesmo assim não consegue desempenhar um bom papel.
O Presidente Odone não irá renunciar, pois há um projeto maior, sendo elaborado há sete anos, o Projeto Arena. Mesmo que o torcedor grite a todo o jogo para o Presidente sair. Talvez, como diz Odone, todos que o vaiam sejam anti-gremistas, talvez colorados, ou quinze mil, sejam integrantes de grupos políticos.
Odone perdeu o “filho” para a maioridade. Criou a Geral, sustentou-a e agora tem a torcida como grande adversária.
Mas Vicente Martins, que abriu mão do sonho de um dia ser Presidente, com a sua mal sucedida, segunda gestão no futebol (primeira com Guerreiro), poderia sair.
Mas para sair é preciso trocar os projetos pessoais por algo maior: O Grêmio.
Vicente continuaria no Conselho de Administração. Seu grupo, que já vem dividido pelo que Vicente vem fazendo em 2011, continuaria com a Vice-Presidência do Conselho Deliberativo e outros cargos já distribuídos, mas no futebol não dá mais.
Por onde andam os amigos de Vicente?
Aliás, só Paulo Odone pensava que daria. Nas gestões de Odone temos uma realidade: Sempre olhar para a parte de baixo da tabela ou vencer herculeamente. Hoje, empatamos “magicamente” contra o excelente América (MG). Mas desta vez, Odone não invadiu o campo para abraçar os jogadores.
Antigamente, o dirigente pedia para sair quando a situação estava ruim, por vergonha ou por saber que não podia contribuir mais. Mas hoje não, tudo é diferente, o apego ao cargo fala mais alto. Vimos este filme quando Odone disse que iria intervir no futebol e quando o Presidente demitiu Renato Portaluppi na coletiva e respondeu as perguntas que eram direcionadas a Vicente.
Mas o torcedor sabe que não deu e não dará certo.
Está mais do que na hora de uma profunda mudança no departamento de futebol e pelos resultados de campo, podemos começar a trabalhar o ano de 2012.
Infelizmente para nós torcedores gremistas.
Presidente, saia ou mude para o bem do Grêmio.
O Grêmio é maior do que qualquer interesse pessoal.
Ao invés das vitórias quem volta ao Olímpico é a Polícia de Choque.