Hiltor Mombach

O desfavorito

Caxias, um desfavorito com uma camisa tradicional e que volta e meia surpreende

O Caxias entra em campo nesta quarta-feira para o primeiro jogo na final do Gauchão, campeonato marcado pelo coronavírus.
É desfavorito (o neologismo é meu). 
Um desfavorito com uma camisa tradicional e que volta e meia surpreende. É desfavorito diante deste Grêmio que custa a encaixar na temporada.
Se é que vai encaixar.
É o confronto entre o terceiro colocado no ranking nacional de clubes da CBF contra o 84º (o rival Juventude é 29º). De um time avaliado pelo Transfermarkt em R$ 455 milhões diante de um que não bate nos R$ 20 milhões. O Chance de Gol aponta as seguintes possibilidades para esta partida no Centenário: 19,9% de vitória para o mandante; 28,7% o empate e 51,4% para o visitante. 
Esta diferença absurda, que surge como um abismo, nem sempre entra em campo. Não entrou em 2000, quando o time treinado por Tite levantou a taça regional. 
Diante de um Caxias com muitos problemas, o Grêmio entra em campo na obrigação de voltar com um bom resultado. 
Últimos capítulos de um torneio que começou em 22 de janeiro e que tinha tudo para nem terminar.