Coudet cometeu uma frase forte: “Se vai ser difícil com duas competições, imagina para três. É óbvio que não estamos capacitados para suportar duas competições, com viagens e o aperto do calendário. Sempre disse e reafirmo".
Não tenho convicção sobre dar prioridade para uma competição. Isto cabe aos dirigentes. Minha intuição diz que eles também não têm convicção. Há varias coisas para pesar
Como abrir mão da Libertadores? Só na primeira fase, nos três jogos como mandante, o Inter pega quase R$ 18 milhões. O título rende quase R$ 120 milhões entre todas as fases, quatro vezes mais do que leva o campeão do Brasileiro.
Como abrir mão da Copa do Brasil quando este torneio estiver nas oitavas de final? As oitavas pagam R$ 2,6 milhões. Quem seguir embolsará mais R$ 3,3 milhões nas quartas. O semifinalista leva ara seus cofres R$ 7 milhões. Por fim, o vice-campeão recebe R$ 22 milhões e o grande vencedor fatura R$ 54 milhões.
O Inter tem grupo para suportar três competições? Não. Deve dar prioridade ao Brasileiro? Acho que não. Este não é um dilema do Inter, mas de quase todos os clubes.
O dilema Coudet
Como abrir mão da Libertadores? E da Copa do Brasil?
