Boa Tarde!
Bom Hiltor, você abriu uma discussão na sua coluna quanto aos públicos dos estaduais,
a contrapartida, acredito que pelo menos na província de São Pedro,
ao meu ver, podemos sim levar em consideração e discutir sobre um aspecto que,
muito ou quase nada vem a ser considerado na mídia.
A tempos já entre amigos discutimos o assunto...
A falência do Gauchão, começa no meu ponto de vista quando se corta o incentivo
e o apoio a base.
Mas a base dos clubes do interior do estado, sempre foram os destaques
do famoso, mas hoje quase extinto Campeonato Estadual de Amadores.
Para relembrarmos um pouquinho da trajetória desta competição, que iniciou em 1942 mas,
em 1954 passou a separar realmente profissionais e amadores.
O auge entre os anos 70, 80 e no início da década de 90 o Campeonato Gaúcho de Amadores, contava com mais
de 300 clubes, só no Vale dos Sinos, lembro de pelo menos 20 clubes.
Era ali nestes pequenos clubes amadores o grande celeiro para as equipes profissionais do interior do estado.
Esta competição sempre foi de forte estrutura e incentivo mas, deixou de ser na atual e anterior
administração da FGF.
Além de revelar atletas, ali se revelava grandes treinadores, árbitros e dirigentes, fora
a preparação e o movimento de torcedores que fazia a economia dos clubes e cidades
girar e ter visibilidade pelo estado.
Claro que muita coisa mudou de lá para cá, mas o abandono a estes clubes, o descaso, falta de incentivo e
principalmente a falta de competiviidade que um campeonato deste porte traz a clubes, atletas, árbitros,
faz falta hoje para estruturar os clubes profissionais do estado.
Acredito que tudo começa pequeno, tudo vem de berço, e simplesmente isso foi abandonado pela FGF.
Poderia se recuperar esta essência, hoje quase todas as cidades do interior tem seus campeonatos municipais ou regionais. Pergunto porque não unir os campeões e vices para um estadual mas, com incentivo pleno da FGF, desde transmissão a bons prêmios.
Com certeza, não teríamos apenas 7 Clubes no Amador como foi em 2013 e certamente muitos atletas teriam muito mais
oportunidades de realizarem o sonho da profissionalização.
O descaso com os pequenos reflete nos grandes, hoje não temos nenhum clube gaúcho na série B do brasileiro,
não estamos nem entre os 10 estaduais com melhor média de público, não temos mais times do interior que possam fazer frente com a dupla Grenal, pelo menos em seus domínios.
Nosso gauchão vai literalmente de mal a pior, é visível a decadência dos clubes e do gosto pelo futebol.
E mesmo assim, nada é feito para remotivar ou para integrar novamente a sociedade em torno do esporte.
É lamentável ver nossos filhos e crianças serem jogadores de vídeo-game. O que resta...
Abraço
Alexandro Kasper