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Grêmio e Inter ainda não descobriram o Ovo do Brasileiro. É o fator local. O local alheio. Fiz um levantamento com a convicção de que iria dar uma coisa. Deu outra. Mais uma prova provada que em futebol não se deve ter uma convicção. Não uma, mas muitas. Uma para cada ocasião. Assim como coerência. Os coerentes acabam se enrolando na própria coerência. Meu levantamento era sobre as campanhas dos campeões do Brasileiro como mandante e visitante desde que o campeonato começou a ser disputado por pontos corridos e por 20 clubes, em 2006. Pretendia levantar a tese de que todos os campeões, ou a maioria deles, haviam sido também os melhores mandantes. Sabem no que deu a pesquisa? Vamos ao resultado. 2006: São Paulo, 2º melhor mandante e 2º melhor visitante. 2007: São Paulo, 1º melhor mandante e 1º melhor visitante. 2008: São Paulo, 1º melhor mandante e 1º melhor visitante 2009: Flamengo, 4º melhor mandante e 2º melhor visitante. 2010: Fluminense, 3º melhor mandante e 2º melhor visitante. 2011: Corinthians: 2º melhor mandante e 1º melhor visitante. 2012: Fluminense: 5º melhor mandante e 1º melhor visitante. 2013: Cruzeiro: 1º melhor mandante e 1º melhor visitante. 2014: Cruzeiro: 1º melhor mandante e 1º melhor visitante. Coloco assim, mandante e visitante, porque alguns clubes nem sempre jogaram em seus estádios, mas mandaram suas partidas. Nestes nove anos, o melhor visitante levou o caneco seis vezes. Obviamente também foi bem em casa, mas alguns não se saíram tão bem assim, como o Fluminense, quinto colocado como mandante em 2012. Mais: nenhum dos nove campeões teve campanha abaixo do segundo lugar como visitante. Arriscar fora é preciso. Cinco empates valem menos do que duas vitórias e três derrotas. Empatar fora era bom no tempo em que a vitória valia dois pontos e o empate, um. Há empates e empates, sei.
Mas em todos os empates o time perde 66,6% dos pontos.