Siga o Correio do Povo no Google!E fique um passo à frente das principais notícias.
O Brasil está assistindo a agonia da CBF, entidade com os dias contados nos moldes atuais. Nem presidente há mais, no sentido exato do termo, aplicado por exemplo a Ricardo Teixeira, poderoso mandatário por mais de duas décadas, que deu lugar a mandaletes ávidos pelo polpudo salário. A briga hoje é pelo espólio de uma entidade moribunda. Walter Feldman, secretário-geral da CBF, decretou a impossibilidade de a Primeira Liga acontecer neste ano como torneio amistoso. Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro e da Liga, mandou ver: “O torneio vai ser jogado, com ou sem o consentimento da CBF. A CBF não está em condições de exigir nada. Se estivesse, não teria um ex-presidente preso (José Maria Marin) e o atual (Marco Polo Del Nero, que está licenciado) sem poder sair do Brasil”. Feldman deu um gancho desmoralizante numa entidade podre. Os clubes participantes da Liga não podem recuar. Pagariam um mico e dariam forças para uma CBF agonizante e que está por ser nocauteada. O futebol brasileiro vive um momento irreversível. Não pode abrir mão de nenhuma conquista. Os clubes não podem voltar à condição de subservientes de entidades que apenas se serviram e se servem do futebol brasileiro.