Hiltor Mombach

O FIM DO MUNDO, AINDA

O FIM DO MUNDO, AINDA

Otto Friedrich escreveu o livro "O Fim do Mundo", no qual relata as catástrofes que se abateram sobre a humanidade e que deram a ideia de apocalipse. Friedrich nasceu em Boston, onde morreu em 1995. Vivesse no Rio Grande do Sul e torcesse por Inter ou Grêmio e o escritor conheceria muitos fins do mundo numa mesma temporada. É o fim do mundo gaudério.

Quatro meses separam as gestões Piffero da de Luigi, mas, em tempos de fim do mundo, o tempo conta diferente: estamos diante de um Inter mumificado, do tempo dos faraós. Vejam: há cinco dias, a equipe surgia viçosa na Libertadores. No fim do mundo de 2010 mumificaram Índio e Bolívar, que viriam a ser campeões da Libertadores. Com Roth. Para muitos, o mundo acabou ali.

Tudo acontece em tempos de fim do mundo. Até fora de campo. Aod Cunha, anunciado como o papa do déficit zero, deve pegar a carona da tragédia dominical e pedir as contas. A Andrade Gutierrez ganhou a disputa pela reforma do Beira-Rio e isto, para muitos colorados, é o sinal mais evidente do apocalipse.

O novo Inter de Luigi já tem cheiro do velho Inter, aquele do quase. Luigi pode se transformar no primeiro presidente colorado nos últimos 13 anos a, quase conquistando tudo, não conquistar nada. Mas, e há sempre um mas em tudo, o mundo que terminou anteontem recomeça domingo. Isto, amigos, é o futebol!