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A Fifa acaba com os investidores, intrometendo-se numa relação capitalista de pessoas que tanto podem ganhar como perder nos negócios, e esquece os empresários, que não detêm fatias de jogadores mas que algumas vezes “compram” familiares de meninos dando fogão, geladeira e algum dinheiro, para em troca obter um papel onde constam como representante legal do menino em caso de acerto com algum clube. Levam fatias generosas de dinheiro e muitas vezes atrapalham o negócio. Solicitei para advogados do ramo esportivo que elaborassem um texto que seria publicado aqui sobre esta proibição da participação de investidores nos direitos econômicos. Todos pediram mais tempo para estudar o assunto e para ver como as coisas de acomodarão. De um deles ouvi o seguinte: “Hecha la ley, hecha la trampa”. Trata-se de um ditado espanhol que significa que uma vez editada uma lei, já se começam a encontrar os meios para ludibriá-la. Por enquanto, há muita especulação sobre o assunto. Dias atrás o presidente do Inter, Vitorio Piffero, fez uma visita ao presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Piffero disse tratar-se de uma visita de cortesia. É bem possível que tenha ido tratar do banimento dos investidores. Há um movimento, ainda muito tímido, de rejeição ao fato. Só agora os clubes estão se dando conta da jogada que envolveu os clubes ingleses e a Fifa. Dos clubes brasileiros, o Inter é aquele que talvez mais deva aos investidores. Ou melhor, ao investidor, e aqui falo de Delcyr Sonda, torcedor colorado e parceiro do clube há anos. Foi com o investidor Delcyr que o Inter conseguiu conquistar seus títulos mais importantes. É de se estranhar que a direção colorada não tenha se manifestado de forma forte e publicamente contra as novas regras impostas pela Fifa e seguidas pela fiel escudeira CBF.