Hiltor Mombach

O fim dos pequenos

Matéria do UOL assinada pelo repórter Guto Seabra leva o título de “tem clube pequeno que pode estar com os dias contados”.
Dá conta de que um grupo de estudos montado na CBF visa implementar gradativamente, a partir de 2017, o Sistema de Licenciamento de Clubes com o objetivo de padronizar a profissionalização. Haverá uma espécie de caderno de exigências.

O caderno exigirá estrutura profissional com local de treino, vestiários, médicos, comprovação de receitas, cumprimento de obrigações trabalhistas, pagamentos de salários, a participação num calendário anual.
Muitos clubes jogam menos de um semestre no ano.

Ouvi Paulo Mocellin, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais/RS.
Hoje, apenas sete clubes gaúchos atendem tais exigências.
Se o sistema for implantado e se os demais não se enquadrarem, fecharão as portas.
Para que se enquadrem precisarão de recursos financeiros, inexistentes.
Será o fim dos pequenos.

Mocellin: “O piso salarial para os jogadores que disputam a Primeira Divisão do futebol gaúcho passou de R$ 1,2 mil para R$ 1,5 mil e muitos clubes acharam isto uma barbaridade.
Quem não pode pagar um salário destes tem mesmo que fechar as portas.
Sou favorável a este caderno de exigências”.
Para clubes que disputam a Divisão de Acesso do Rio Grande do Sul o piso salarial é de R$ 1.350,00 a partir de 1º/12/ 2015.
Para os demais representantes é de R$ 1,2 mil. Mocellin diz que alguns clubes colocam um valor na carteira e pagam um valor menor, levando os jogadores a buscar assistência jurídica do Sindicato.