Hiltor Mombach

O futebol e o ponto de equilíbrio

Importante dirigente do Grêmio diz, com razão, não ser toda verdade que o time vem jogando junto desde 2015.
Lembra que num espaço de um ano e meio vendeu Walace (volante), Giuliano e Pedro Rocha, para ficar em três titulares, todos do meio para frente. Foram negócios espaçados e encontrou logo peças de reposição que deram conta do recado.
Agora deixaram o clube Edílson, Barrios e Fernandinho. Arthur deverá ser negociado para o Barcelona.
A direção procura reposição para Barrios. Tem Léo Moura para a vaga de Edílson e Everton para a de Fernandinho.
Para a volância há jogadores, embora sem a qualidade técnica do garoto Arthur.
O Grêmio ainda tem um ponto de equilíbrio.
Mas se negociar Arthur e Luan, por exemplo, fica desequilibrado.
Estará diante de um desmonte, fato perigoso no futebol. Pode contratar, é verdade. Mas quem vier passará por uma fase de adaptação.
Vejam o Inter.
Perdeu completamente seu rumo depois de ser eliminado da Libertadores de 2015. O rodízio espaçado de jogadores deu lugar a uma renovação quase que complete.
Antes disto, orgulhava-se de, ao negociar um atleta, já ter o seu substituto no Beira-Rio ou uma compra engatilhada.

O Inter de 22 de julho de 2015, uma quarta-feira, quando da derrota por 3 a 1 para o Tigres, do México, no estádio Universitario de Nuevo León e a consequente eliminação da Libertadores em sua  semifinal: Alisson; William, Ernando, Juan e Geferson; Rodrigo Dourado, Aránguiz, Valdívia e D’Alessandro; Nilmar e Lisandro López.

O Inter da estreia no Brasileiro em 15/05/2016,  no Beira-Rio, empate sem gol contra o a Chapecoense: Alisson, William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Andrigo e Sasha; Vitinho e Aylon. No dia 11/12/ o time empatava em 1 a 1 contra o Fluminense no estádio Giulite Coutinho e era rebaixado para a Série B.