O futebol fica mais bonito quando envolve o imaginário.
As coisas lúdicas encantam.
Houve um tempo em que jogadores começavam e encerravam a carreira num mesmo clube.
De declarações de amor a um time.
O futebol não ficou mais feio com este jeito nômade de ser, com o jogador atuando um dia aqui, outro lá e mais adianta acolá.
Há forasteiros que desembarcam numa equipe, vestem e honram o manto.
Viram estrelas, ídolos.
Mas como eu disse, o futebol fica mais bonito quando envolve o imaginário, a paixão pela paixão, o envolvimento sentimental com um clube.
Recomendo a leitura de uma entrevista feita pelo repórte Marinho Saldanha, do UOL, em Porto Alegre, com o lateral-esquerdo do Inter Uendel.
Ele pergunta ao jogador sobre sua ligação com o clube que defende hoje.
Trecho da resposta.
"Ele (meu pai, seu Osni) é colorado fanático.
Vinha ao estádio na década de 70, acompanhou o tricampeonato invicto do Inter (1979).
Talvez tenha sido a maior alegria da vida dele eu vir jogar no Inter.
Ele não tem um jogo especial, mas contava que vinha na época da "coreia", onde era mais barato.
Sempre vinha, acompanhava os jogos, gostava do Falcão, do Valdomiro, que é de Criciúma, gostava muito dele.
Lá em casa é cheio de quadros do Inter, minhas primeiras camisas foram do Inter."
