Hiltor Mombach

O futebol gaúcho vive da provocação I

Pode parecer uma verdade exagerada, mas o futebol gaúcho vive da provocação.
O grande fato pouco repercute entre os torcedores. Já a picuinha viceja feito erva daninha.
Dias atrás dei números de fazer inveja aos concorrentes: só de premiação o Grêmio poderia embolsar R$ 50 milhões nesta temporada de luxo.
A repercussão foi surda, muda e cega.
Carecia de picardia, se é que me faço entender.
Não rende assunto em boteco, não carrega controvérsia.
Já a citação do título mundial do Grêmio de 1983 é como fermento.
Mundial, aqui, tem a força do palavrão, é pornográfica para os colorados; nos gremistas deflagra uma euforia incontida.
Vejam dois fatos. O primeiro. Arthur poderá ser negociado por quase R$ 200 milhões, com o Grêmio ficando com R$ 120 milhões.
O segundo retiro do site da Fifa: “Tras ganar su tercera Copa Libertadores, Gremio de Porto Alegre disputará la Copa Mundial de Clubes por primera vez en su historia.”
O segundo fato renderá assunto, debate e muita polêmica.
O primeiro, recheado de milhões, passará quase batido. Daí a minha convicção mais convicta de que o grande fato pouco repercute entre os torcedores.
Já a picuinha viceja feito erva daninha.