Hiltor Mombach

O FUTURO DE SILAS, ADÍLSON...

O FUTURO DE SILAS, ADÍLSON...

Recomeça amanhã o Brasileiro. O Grêmio enfrenta o Vitória no estádio Olímpico. Nas sete rodadas realizadas antes da Copa, somou míseros 8 pontinhos. Ocupa o 13º lugar. Pelos critérios, está atrás do Avaí, de quem se tornou uma espécie de filial. Esta situação, constrangedora, conta com um agravante. Durante o período de entressafra, ficou na lanterna de um torneio que contava com Vasco, Avaí e Coritiba e empatou contra o Juventude. O Coritiba está na Série B. O Juventude, na C.
Mesmo um leigo em assuntos de futebol saberia: a batata de Silas está assando. Se o Grêmio não vencer o Vitória, teremos pressão do torcedor e de boa parte dos conselheiros. Integrante do altíssimo império foi contra a contratação de Silas. Até agora não aprovou seu trabalho.
Se o Grêmio ganhar  e embalar no Brasileiro, Silas não apenas seguirá firme e forte no cargo como irá robustecer politicamente a Situação num ano importantíssimo, de três eleições.
A que se coloca diante deste quatro, de um time claudicante no Brasileiro e em amistosos, é simples: se não houver mudança para melhor, quem assumiria no lugar de Silas? Adílson Batista já comandou o Grêmio. Conta com a simpatia de ex-dirigentes por ter aceitado o convite num tempo, o tempo de Obino, onde não havia dinheiro para nada. Aceitou recebendo R$ 27 mil mensais.
Adílson surge como um nome indiscutível, ele que está disponível e que esteve nos planos do Internacional, mas, e há sempre um mas em tudo. Adílson trabalhou no clube com dirigentes que, neste momento, estão em rota de colisão com Meira, o homem forte de futebol. Escrevo neste momento, porque a política do Grêmio segue a música que diz “tudo que se vê não é/Igual ao que a gente. Viu há um segundo/ Tudo muda o tempo todo...”