Hiltor Mombach

O Gauchão de 2025 é uma estrada sinuosa sem acostamento

Nova fórmula não deixa margem para tropeços e times devem usar força máxima o tempo todo

Apesar do desgaste no início da temporada, clubes terão pouca margem para poupar os jogadores
Apesar do desgaste no início da temporada, clubes terão pouca margem para poupar os jogadores Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

Carlos Corrêa / Interino

Acabaram os ensaios. Prontos ou não os times, vai começar o Campeonato Gaúcho de 2025. E com uma surpresinha este ano que é a fórmula um tanto quanto bizarra que permite um time se classificar sem vencer um jogo sequer, como já comentei neste espaço. Mas enfim, meu ponto hoje é outro.

Com três rodadas a menos que em edições anteriores, o Gauchão será uma estrada sinuosa sem acostamento para as equipes. Com uma primeira fase rápida e apenas o líder de cada grupo assegurando classificação sem depender de resultados paralelos, a margem de erro é muito pequena. Ainda mais se levado em conta o agravante de que você nunca enfrenta diretamente seus adversários diretos na briga pela classificação.

Na prática, isso pode ter como consequência direta menos espaço para poupar atletas. Um ou dois tropeços e a vaga já era. Por isso, a tendência deve ser pelos técnicos mandando a campo sempre o time principal. Claro, aqui e ali um e outro jogador pode ser poupado por desgaste físico. Mas aquela rotina da Dupla Gre-Nal utilizando o time reserva vez por outra, essa é uma realidade que deve ficar no passado com essa fórmula.

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