Hiltor Mombach

O Gauchão pede SOCORRO

Dirigentes de tradicionais clubes do Interior estão pedindo socorro.
Os clubes não suportam mais as taxas cobradas pela Federação Gaúcha de Futebol.
Estão quebrando.
Trato deste assunto na minha coluna dominical do Correio do Povo e aqui no blogue.
Ouvi os presidentes do Ypiranga, Brasil de Pelotas e Juventude.
Fui ouvir os comandantes dos clubes com maior média de público e de renda do Interior.
Se eles reclamam das taxas e da falta de dinheiro, dá para se imaginar o tamanho da crise dos demais.
Pela primeira vez ouvi presidente profetizando o fim do Gauchão.
A crise parece não atingir a FGF, que está por inaugurar uma nova sede em área nobre e com padrão Fifa.
Os seis borderôs do Brasil de Pelotas, clube que mais leva público ao estádio depois de Grêmio e Inter, renderam para a FGF R$ 104 mil, sendo que R$ 26 mil apenas na partida contra o Internacional na Boca do Lobo.
Neste jogo, os descontos chegaram a R$ 60 mil no total.
Disse para Ricardo Fonseca, presidente do Brasil, que o time de Pelotas tinha chance de ficar entre os quatro melhores nesta fase e decidir em casa uma vaga para as semifinais.
Ouvi o seguinte: “Prefiro ficar entre o 5º e o 8º”.
Justificativa:
“Como está (com tantas taxas para pagar), é melhor não abrir os portões.
As quartas de final serão em jogo único e a arrecadação dividida em 70% para o mandante e 30% para o visitante.
Quem jogar em casa terá prejuízo.”