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O Brasil de Pelotas é um sobrevivente. Como são todos os times do Interior do Rio Grande do Sul. Sobrevivem disputando um Gauchão efêmero e deficitário. Quase a metade dos 16 participantes da edição de 2015 não atingiu a média de mil pagantes por jogo. É a caravana da miséria mais miserável a cada ano. Graças a sua fiel e fanática torcida, o Brasil terminou o ruralito com a terceira melhor média de público, sete mil pagantes. Média extraordinária. Sobrou algum dinheirinho da renda bruta. Outro feito na comparação com alguns dos demais clubes, deficitários. Não vai muito, o blogue Teoria dos Jogos, assinado por Vinícius Paiva, apontou o Brasil como possuindo a maior torcida do Interior do RS, com 2,7%. Depois aparece o Caxias, com 1,3%. Só gigantes sobrevivem no nosso Interior, embora a situação não seja muito diferente no restante dos estaduais pelo país. Pois este gigante chamado Brasil de Pelotas está perto de mais uma façanha. O time começa neste sábado a disputa de um mata-mata contra o Fortaleza. O vencedor estará na Série B em 2016. Hoje, estariam na Série B times como Goiás, Figueirense, Vasco e Joinville. Amanhã, o Brasil poderá jogar no Serra Dourada ou Maracanã. Sonhar é preciso. Força, Brasil! A gauchada está contigo.