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Sou do tempo da máquina de escrever, da Remington. Sou jurássico, portanto. Antes de prosseguir, torna-se obrigatório um parêntese: se o senhor ou a senhora chegarem ao final do texto não perguntem qual a moral da história. Ela não tem moral. Trata-se de um relato, tão-somente de uma remembrança seguida de uma breve comparação. Era um domingo, 27/09/1995. Separei laudas e minha Remington portátil pois embarcaria para Medellin, onde cobriria a final da Libertadores entre Nacional e Grêmio. O Grêmio deixou Porto Alegre no dia 27 com parada em SP. No dia 28 rumou para a Colômbia e um dia depois reconheceu o gramado do Atanasio Girardot. No dia 30 entrou em campo para encarar o Nacional pela final, repito, pela final, da Libertadores. Depois de 90min comemorou feito César: vim, vi e venci. Para quem havia anotado 3 a 1 no Olímpico, o empate em 1 a 1 surgia com uma vitória. O preparador físico era Paulo Paixão, o treinador Felipão e o presidente, Fábio Koff. Nelson Rodrigues dizia que “o patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”. Saio do Grêmio da máquina de escrever e entro no internetico, profissional, que leva 42 pessoas na delegação para Bogotá oito dias antes de um jogo pelas oitavas-de-final da Libertadores e cai diante do Santa Fe. Há diferença de altitude entre Bogotá e Medellin, mas o atual preparador físico, Antônio Mello, disse que a altitude não preocupa.