O Grêmio parece desconhecer o ditado que diz que gato escaldado tem medo de água fria.
O Grêmio parece desconhecer o ditado que diz que gato escaldado tem medo de água fria.
O episódio Ronaldinho ainda não esfriou e por pouco, muito pouco, o clube quase embarca em outra canoa furada.
Trouxe Vinícius Pacheco, que posou com a camisa oficial e treinou. Pois bem. O Flamengo mandou o jogador voltar. Teria se apresentado no Olímpico sem o seu consentimento.
Vejam esta declaração do empresário do jogador, Eduardo Uram: "Havia um acordo verbal, as minutas de contrato estavam sendo preparadas e a rescisão do contrato federativo seria gerada. Faltava colher assinatura, só o movimento burocrático. Temos essa relação de confiança com o Flamengo e o acordo verbal".
Havia um acordo verbal com Assis, os contratos estavam redigidos, mas faltava a assinatura de Ronaldinho. Ou seja, faltava tudo. O torcedor gremista não pode ser vítima desses sobressaltos.
Antônio Vicente Martins é um dirigente de discurso cauteloso. Deveria ter cautela também na prática. Não se anuncia um jogador e, mais grave, não se coloca ele para treinar, sem tudo certo, certíssimo, sem todos os mínimos detalhes acertados.
Por sorte, tudo terminou bem. Negociações de última hora mantiveram o jogador no Olímpico. Espera-se que, desta vez, o Grêmio tenha aprendido a lição.
