Hiltor Mombach

O Grêmio precisa de um choque de gestão

Talvez o que mais o Grêmio esteja pedindo seja um choque de gestão.
Quanto mais rápido Romildo fizer isto, melhor.
Não se faz choque de gestão sem mudanças radicais.
Como a de 1998.
Depois de sete rodadas sem vitórias, na lanterna do Brasileiro, Cacalo escolheu Adalberto Preis para vice-presidente de futebol.
Preis buscou a ajuda de Saul Berdichevski como diretor e os dois atacaram de Celso Roth como treinador.
O Grêmio acabou o campeonato em 5º.
Romildo poderia convidar Homero Bellini para ser vice de futebol.
Entregar o cargo a um oposicionista.
Bellini concorreu para presidente contra Koff e contra o próprio Romildo.
Seria uma sacudida e tanto.
Nunca o Grêmio precisou tanto de uma sacudida e só alguém de fora do atual processo interno do clube para promover as mudanças.
Romildo não pode se sentir amarrado a uma estrutura deixada por Koff.
Estrutura que não deu certo com o próprio Koff como presidente.