Hiltor Mombach

O Grêmio: procurando pelo em ovo

Maus resultados quase sempre são acompanhados de informações que mesmo peneiradas geram questionamento: quentes ou frias?

Maus resultados quase sempre são acompanhados de informações que mesmo peneiradas geram questionamento: quentes ou frias?
De verdade verdadeira, inquestionável, apenas o fato de que títulos acobertam crises.
O resultado inusitado, esdrúxulo, de Grêmio 4 x 5 Fluminense reabilitou a suspeita de vestiário rachado.
Pelo em ovo?
Em futebol tudo se repete exatamente.
É assombroso como a memória do torcedor é seletiva.
Este conhece de cor e salteado as lições, os caminhos e descaminhos da bola, mas é flagrado estupefato quando o revés atinge o seu time do coração.
Dotada de uma passionalidade incomum, a consciência do torcedor prefere procurar pelo em ovo, vasculhar para ver se encontra chifre em cabeça de cavalo, a ser racional.
O Grêmio de 2018 já não foi o Grêmio do ano anterior e, muito provavelmente, o de 2019 será diferente dos dois. 
Fosse pelo em ovo e seria algo para ser comemorado.
Vestiário rachado e tititis paralelos têm arranjo desde que a direção exerça o comando e não vá a reboque nem blinde o treinador.
O Grêmio está em transição.
Aqui, a questão.
Não tem mais Arthur nem Ramiro. Luan pegou um  gancho. Matheus Henrique e Jean Pyerre estão encaixando. Montoya, André, Marinho, Tardelli e Vizeu nem encaixando estão.
E Renato é bom técnico,  não é gênio.