Hiltor Mombach

O Grêmio só cai se uma África inteira desembarcar na Arena

Este Fogão é frio, como quase todos os dos últimos anos.
Teve um mísero ataque perigoso contra o Grêmio por conta de um erro de Cortês.
Nem os 36.034 torcedores presentes no Nilton Santos esquentaram um time para lá de modesto.
O Grêmio teve duas ótimas chances.
Numa, a bola quase entrou. Estivesse completo, venceria.
O Fogão nem foguinho acendeu.
O Grêmio só será eliminado da Libertadores se uma África inteira desembarcar em Porto Alegre.
Um zebra só não basta.
Ao contrário do Fogão, o representante gaúcho conta com vários jogadores diferenciados: Kannemann, Geromel (que não jogou lá), Arthur, Luan (que não jogou lá) e Fernandinho vive ótima fase.
O Fogão virá especulativo.
Vai especular um empate sem gol, tentar levar o jogo em banho-maria, confiando em Gatito Fernández numa decisão de vaga por penalidades.
Renato terá que jogar à Pinheiro Machado.
Tentando sair de uma confusão, o senador recomendou ao cocheiro:
“Não tão depressa que pareça fuga nem tão devagar que pareça provocação”.
O Grêmio não poderá ir tão depressa que pareça afobado, nem tão devagar que pareça lento.
Se há uma chapa que vai esquentar na Arena é a do Fogão.
Com a ajuda de um público recorde.