Acometido por uma crise de invencionice, o ortodoxo Roger mexeu no melhor do seu histórico como treinador do Grêmio e, quebrando o esquema tático, mandou um time com três volantes contra o Botafogo e Coritiba.
Levou uma lambada, sete gols nos dois 45min iniciais (seis válidos) e ontem, contra o respeitadíssimo líder Palmeiras, desinventou a invenção.
Resultado: o Grêmio voltou a ser o Grêmio, realizou um partidaço.
Desde que assumiu, no ano passado, Roger escalou times verticais.
Com seus médios apoiadores, eufemismo para volantes, deu uma de rothista quando a moda está em desuso até por Roth
Ontem, foi com dois volantes mais Douglas, Pedro Rocha e Luan; Miller Bolaños. Com Douglas em tarde genial, pifando todos, Pedro Rocha e Luan tiveram chance de definir a partida.
Bolaños continua jogando menos do que se espera dele.
Este Grêmio de ontem passearia contra os modestos Botafogo e Coritiba. Isto deve doer na alma de qualquer torcedor gremista.
De injusto no Grêmio e Palmeiras dominical o 0 a 0.
Não há rigorosamente nada de anormal em que um confronto de dois grandes termine empatado.
Anormal foi a crise de identidade do Grêmio no Rio de Janeiro e em Curitiba.
