Era sábado, 20 de novembro de 2004. O anuncio da Rádio Guaíba dizia: "Dia para o Tricolor fazer mais uma mágica". Minha coluna, que segue, levou como título de Esperança.
“Depois de ver o Grêmio levar 3 a 1 do Inter um amigo meu, decepcionado, decidiu fundar a associação dos ex-gremistas que contava com um único e solitário sócio, ele mesmo.
Pois, ontem, para minha surpresa, esse meu amigo foi tomado por um súbito ataque de esperança, decidiu recolher a toalha que jogara no chão, picotou a carteirinha e fechou a associação. Está, como milhares de outros gremistas, à espera de um milagre.
O que estou relatando é a mais pura verdade: ele, o gremistão que vi passar da indignação ao conformismo, não entregou os pontos e irá assistir a Atlético-MG e Grêmio como quem vê uma final de Copa do Mundo.
Eu poderia jurar que a esperança secara para todo sempre naquele coração azul e branco, mas, como se vê, se há uma verdade verdadeira, ela cabe toda no ditado que diz que a esperança é a última que morre.”
