O grande treinador
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O grande treinador

Nostálgico, constato que sumiu o grande treinador verde-amarelo

Com Telê, vivi uma ilusão: o futebol vistoso jamais morreria

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Recebo um e-mail de Rogério Camargo. Ele concorda com a coluna de ontem. Escrevi sobre a mediocridade do futebol brasileiro atual. Ele lembra que não há um único treinador tupiniquim trabalhando em time importante da Europa.

Nostálgico, constato que sumiu o grande treinador verde-amarelo. Quando eu era piá, nos tempos em que o Brasil se resumia ao RS, Foguinho era este cara. Um dos papas da comunicação da época, Ruy Carlos Ostermann, despejava elogios diários a Foguinho.

Com a minha juventude nasceu uma lenda, Ênio Andrade. Era de uma simplicidade antipromocional. “Com a bola, vamos atacar. Sem a bola, vamos defender”, dizia.

Conheci Ênio como conheci outra lenda, Telê Santana. Com Telê, vivi uma ilusão: o futebol vistoso jamais morreria. Alguém pode retrucar: E ele? E fulano? E beltrano? 

Obviamente cabem mais nomes. Mas a coluna é sobre a nostalgia de constatar que sumiu o grande treinador verde-amarelo. Quem seria, hoje, este personagem? Felipão ou Luxemburgo?

Não estes, certamente. Talvez aqueles que ficaram chumbados no tempo, se é que me faço entender

Um ditado diz que “elogio em boca própria é vitupério”. Ênio Andrade era de uma simplicidade antipromocional. O amigo jamais ouviria Ênio gabar-se de que seu time jogava o melhor futebol do país. Escrevi acima que cabem mais nomes na coluna. Por justiça, tenho que citar Rubens Minelli e a máquina colorada de 1975.

Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio, Chico Fraga; Caçapava, Falcão, Carpegiani; Valdomiro (Jair), Flávio e Lula. Técnico: Rubens Minelli. Esta a máquina vermelha que em 15/12/1975 derrotou outra máquina, o Cruzeiro, para conquistar o título do Brasileiro. Minelli deve ser incluído na lista dos grandes treinadores do país.

 


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