De 2003, primeiro ano do Brasileiro de pontos corridos, até 2011, o Inter faturou quase meio bilhão com a venda de jogadores.
Ninguém colocou tanto dinheiro em caixa neste período no país.
Nem todos foram feitos em casa, é verdade.
Negociou, entre outros, Alexandre Pato, Nilmar (duas vezes), Alex (meia), Sandro, Giuliano, Taison, Sobis, Juan, Edinho, Danilo Silva, Walter, Ceará, Jorge Wagner...
Seguiu ótimo negociador.
Atento ao mercado, trouxe Oscar e Fred que renderam uma fortuna.
A Análise Econômico-Financeira dos Clubes Brasileiros de Futebol de 2017 feita pelo Itaú BBA registra que “o Internacional precisa ser usado como exemplo para os clubes que se apoiam demais na venda de atletas para fechar suas contas.
Sem uma boa estrutura de custos, que torne o clube livre desta necessidade de vendas, sempre haverá o risco das coisas não darem certo.
Daí, não só a bola pune, como o caixa - ou a falta dele - também...
O resultado pode ser visto no Índice de Eficiência: queda para a Série B.”
Minha intuição diz que 2018 começa com a base relegada.
As lições de um passado recente estão sendo relegadas.
