Do estudo comandado por Cesar Grafietti, gerente de crédito do Itaú BBA: “Sem investimentos na base, os clubes ficam reféns de atletas caros, vindos de outros clubes, muitas vezes sem identidade com a equipe e a torcida e firmando contratos de longo prazo”. O Inter deixou de figurar entre os clubes que mais investem na base.
Do estudo, ainda: “Naturalmente, que não se espera a formação de craques o tempo todo, mas sim de jogadores com boas qualidades técnica e tática, com fundamentos que permitam ao clube optar por alguém da base em detrimento de uma atleta de vindo de fora.” Fernando Carvalho tinha exatamente esta visão da base.
Vamos ao Grêmio. No ano passado vendeu Pedro Rocha e, se Renato quisesse, poderia ter usado Everton como substituto. Dois pratas da casa. O volante Arthur, também formado pelo clube, é um cheque em branco e Luan chegou em 2013. O time titular não tinha muitos da base, mas estes foram decisivos para as conquistas.
Fernando Carvalho: “Acabou sendo estratégia de gestão. Equilibrávamos as finanças, o time era sempre competitivo. Ganhamos muitos títulos e dávamos sorte com os substitutos. Quer um exemplo? Vendemos o Bolívar, aí trouxemos o Índio, que inclusive o superou. Também negociamos o Sobis e o Tinga, vieram o Alex, o Vargas...”
Quando fala em estratégia de gestão o ex-presidente Fernando Carvalho se refere aos negócios envolvendo jogadores da base ou comprados novinhos. Esta filosofia foi sendo desmontada aos poucos. Minha intuição diz que não há mais uma estratégia de se fazer futebol. O Inter vai na base do upa-upa.
